Em uma resposta às crescentes ameaças de segurança em seu território, o Equador anunciou na terça-feira (16) a mobilização de mais de 70.000 soldados em uma operação denominada 'Guerra contra os Gangues'. A iniciativa, promovida em parceria com os Estados Unidos, visa combater uma expansão significativa de gangues de narcotráfico que estão se tornando cada vez mais perigosas nas regiões mais afetadas. O governo equatoriano determinou um toque de recolher rigoroso em quatro províncias estratégicas, incluindo a província de Guayas, onde a operação começou com atividades intensivas desde o início da semana.
A operação, que inclui apoio militar e técnico dos EUA, é uma resposta à crescente atividade de grupos ilegais que já desafiam a segurança pública, economicamente e socialmente nas áreas mais vulneráveis. Os soldados equatorianos estão se concentrando em áreas como a região do rio Amazonas, onde muitas das operações de combate ao narcotráfico estão acontecendo. Os Estados Unidos, segundo informações da administração de Trump, estão fornecendo recursos para a operação, incluindo treinamento militar, equipamentos especializados e inteligência compartilhada para ajudar na identificação e contenção de grupos ilegais.
Segundo análises do governo equatoriano, os gangues de narcotráfico estão se tornando uma ameaça crescente para a estabilidade interna do país. A operação, que é uma resposta a um aumento de 25% nas atividades de grupos ilegais em 2025, foi planejada para durar duas semanas, com possibilidade de estender por mais tempo se necessário. O governo equatoriano destacou que o objetivo principal é proteger a população civil, especialmente jovens e estudantes, que estão sendo afetados diretamente pelas atividades de grupos ilegais.
Os resultados da operação são esperados para começar a ser analisados até o final de semana. O governo equatoriano também informou que a operação está sendo acompanhada por uma equipe especializada que está monitorando as atividades de grupos ilegais para garantir a eficácia da operação. O presidente equatoriano, teve uma reunião com representantes de vários setores do governo para discutir a continuidade da operação e as possíveis estratégias para combater a expansão dos grupos ilegais.
A operação foi realizada em uma região que já havia sido históricamente associada a atividades de grupos ilegais, mas que, segundo fontes do governo, está passando por uma fase crítica de aumento de atividade. A região da província de Guayas, por exemplo, já é conhecida por ser um importante centro de produção e transporte de drogas, e a operação visa concentrar os recursos para um maior impacto na contenção dessas atividades.
Apesar das expectativas de sucesso, a operação enfrenta desafios significativos, incluindo a dificuldade de acesso a áreas remotas e a complexidade de interagir com grupos ilegais que já têm uma rede de contatos e conexões em todo o território equatoriano. Além disso, os recursos