Equador mobiliza 70 mil soldados em operação contra gangues de narcotráfico com apoio dos EUA

Editor 17 Mar, 2026 ... min lectura

Em uma resposta às crescentes ameaças de segurança em seu território, o Equador anunciou na terça-feira (16) a mobilização de mais de 70.000 soldados em uma operação denominada 'Guerra contra os Gangues'. A iniciativa, promovida em parceria com os Estados Unidos, visa combater uma expansão significativa de gangues de narcotráfico que estão se tornando cada vez mais perigosas nas regiões mais afetadas. O governo equatoriano determinou um toque de recolher rigoroso em quatro províncias estratégicas, incluindo a província de Guayas, onde a operação começou com atividades intensivas desde o início da semana.

A operação, que inclui apoio militar e técnico dos EUA, é uma resposta à crescente atividade de grupos ilegais que já desafiam a segurança pública, economicamente e socialmente nas áreas mais vulneráveis. Os soldados equatorianos estão se concentrando em áreas como a região do rio Amazonas, onde muitas das operações de combate ao narcotráfico estão acontecendo. Os Estados Unidos, segundo informações da administração de Trump, estão fornecendo recursos para a operação, incluindo treinamento militar, equipamentos especializados e inteligência compartilhada para ajudar na identificação e contenção de grupos ilegais.

Segundo análises do governo equatoriano, os gangues de narcotráfico estão se tornando uma ameaça crescente para a estabilidade interna do país. A operação, que é uma resposta a um aumento de 25% nas atividades de grupos ilegais em 2025, foi planejada para durar duas semanas, com possibilidade de estender por mais tempo se necessário. O governo equatoriano destacou que o objetivo principal é proteger a população civil, especialmente jovens e estudantes, que estão sendo afetados diretamente pelas atividades de grupos ilegais.

Os resultados da operação são esperados para começar a ser analisados até o final de semana. O governo equatoriano também informou que a operação está sendo acompanhada por uma equipe especializada que está monitorando as atividades de grupos ilegais para garantir a eficácia da operação. O presidente equatoriano, teve uma reunião com representantes de vários setores do governo para discutir a continuidade da operação e as possíveis estratégias para combater a expansão dos grupos ilegais.

A operação foi realizada em uma região que já havia sido históricamente associada a atividades de grupos ilegais, mas que, segundo fontes do governo, está passando por uma fase crítica de aumento de atividade. A região da província de Guayas, por exemplo, já é conhecida por ser um importante centro de produção e transporte de drogas, e a operação visa concentrar os recursos para um maior impacto na contenção dessas atividades.

Apesar das expectativas de sucesso, a operação enfrenta desafios significativos, incluindo a dificuldade de acesso a áreas remotas e a complexidade de interagir com grupos ilegais que já têm uma rede de contatos e conexões em todo o território equatoriano. Além disso, os recursos