Fundo da Reag recebe R$ 1 bilhão de empresas ligadas a lavagem de dinheiro do PCC segundo dados do COAF

Editor 18 Mar, 2026 ... min lectura

Segundo dados divulgados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) Gold Style, administrado pela Reag, recebeu R$ 1 bilhão de empresas associadas ao esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro. O fato foi registrado em comunicados bancários enviados ao COAF, revelando uma conexão direta entre a instituição financeira e atividades suspeitas de洗 money (lavagem de dinheiro).

O Fundo FIDC Gold Style, que é administrado, controlado, gerido, custodiado e distribuído pela Reag, está sob investigação pela Polícia Federal por envolvimento em esquemas de fraude ligados ao Banco Master. De acordo com informações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Reag é uma das maiores administradoras de fundos de investimentos no país, com histórico de atividades em áreas críticas da economia financeira.

Os dados do COAF indicam que empresas vinculadas ao PCC, grupo criminoso responsável por atividades de lavagem de dinheiro, utilizaram o fundo para movimentar recursos de forma não transparente. Isso ocorreu durante uma fase em que o PCC tentou integrar seu esquema a redes financeiras legítimas, buscando assimilá-las ao seu próprio sistema de operações.

Segundo um analista da área de segurança financeira, a operação revela uma estratégia sofisticada de uso de fundos para esconder a origem de recursos de grande valor. A Reag, conhecida por sua capacidade de gerir grandes quantidades de investimentos, foi identificada como intermediária crucial na transferência de recursos entre empresas suspeitas e o mercado financeiro convencional.

O caso também envolve uma série de empresas investigadas pela Polícia Federal por atividades de lavagem de dinheiro, que usaram a Reag para financiar aquisições de obras de arte nos Estados Unidos. Essa prática, chamada de 'arremessos de arte', é uma técnica comum para esconder a origem de recursos financeiros, já que a compra de obras de arte é frequentemente considerada uma atividade legal e não rastreável.

Apesar dos dados, não há indícios de que a Reag tenha sido diretamente envolvida em atividades ilegais, mas sim que sua atuação como intermediária foi explorada por grupos criminosos. O COAF está investigando o caso para garantir que todos os recursos sejam rastreados e que não haja vazamento de informações sensíveis ao mercado financeiro.

Esse caso exemplifica a importância da transparência e da vigilância contínua no setor financeiro, especialmente em contextos onde grupos criminosos buscam se integrar ao sistema financeiro legítimo. A colaboração entre órgãos de segurança e instituições financeiras é essencial para detectar e prevenir esses tipos de atividades.