Mangueira 2026 destaca uma homenagem inédita ao curandeiro amapaense e xamã babalaô Mestre Sacaca, conhecido como Guardião da Amazônia Negra. A escola, com o enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju - o Guardião da Amazônia Negra", busca conectar o patrimônio cultural amapaense com a identidade brasileira. O projeto reflete uma estratégia estratégica para fortalecer a representação da Amazônia Negra em um contexto nacional de diversidade cultural.
Esse tema é resultado de uma colaboração entre a escola e Mestre Sacaca, que é reconhecido por sua influência na cultura amapaense. O enredo, inspirado no encanto tucuju (termo tupi-guarani que significa "aquele que voa"), busca celebrar a conexão entre a Amazônia e a história negra brasileira. A escola não busca apenas homenagear a vida do curandeiro, mas sim promover uma narrativa sobre a resiliência e o diálogo intercultural.
Segundo o carnavalesco Sidnei França, a escola não tem a pretensão de contar a vida completa do homenageado ou a história da região. O foco está na interpretação artística e na transmissão de saberes relacionados ao encanto tucuju. A escola busca criar um espaço para que o público possa entender a importância do encanto tucuju como símbolo da identidade amapaense.
Em 2026, o desfile da Mangueira ocorre no Parque do Flamengo, com um roteiro que inclui a participação de comunidades do Norte do país. Esse movimento representa uma tentativa de expandir a visibilidade da Amazônia Negra em um contexto nacional, onde a cultura regional é frequentemente marginalizada. A escola tem como objetivo não apenas um desfile, mas uma rede de conexão que conecta a Amazônia com o resto do país.
O enredo também aborda a resiliência das comunidades afrodescendentes e a importância da tradição nas comunidades rurais e urbanas. A escola busca destacar a relação entre o conhecimento tradicional e a inovação cultural, mostrando como a cultura amapaense pode contribuir para a diversidade nacional.
Além da homenagem a Mestre Sacaca, a Mangueira 2026 inclui elementos que destacam a interculturalidade e a conexão histórica entre diferentes regiões do Brasil. O projeto é uma resposta à necessidade de reconhecer e valorizar a identidade negra e a história da Amazônia em uma narrativa nacional de diversidade.
A escola também enfrenta desafios em relação à visibilidade