Geração Z: Por que os jovens de Bangladesh perderam protagonismo na primeira eleição após a queda do governo

Os jovens da 'revolução Gen Z' em Bangladesh perderam protagonismo antes da primeira eleição nacional desde que protestos derrubaram o governo, segundo análises recentes. A eleição geral de 12 de fevereiro de 2026, marcada como a primeira após o levante estudantil de julho de 2024, representa um teste crítico para a estabilidade política do país. Com 127 milhões de cidadãos esperando votar, a transição após a queda do governo está em um momento de grande incerteza.

Desde o início das manifestações em julho de 2024, jovens estudantes lideraram protestos exigendo a eliminação de cotas em cargos do serviço público. Essa iniciativa, inicialmente focada em políticas educacionais, evoluiu para demandas mais amprias, incluindo reformas estruturais e maior transparência governamental. Os jovens, muitas vezes considerados como a força motriz das mudanças sociais, estão agora em uma posição de observação, não de ação, em relação às eleições.

Analistas políticos destacam que a perda de protagonismo dos jovens está relacionada a uma série de fatores. Uma delas é a falta de conexão direta com as questões políticas que afetam sua vida cotidiana. Muitos jovens não percebem como as políticas públicas são implementadas ou como isso influencia em suas condições econômicas e sociais. Além disso, a complexidade do processo eleitoral e a falta de conhecimento sobre os candidatos e os programas eleitorais têm contribuído para essa situação.

Outro fator importante é a divisão interna dentro da base estudantil. Apesar de terem começado com uma mensagem unificada, as diferentes grupos de jovens têm visões divergentes sobre como o país deve ser transformado. Algumas facções buscam uma reforma gradual, enquanto outras exigem mudanças mais radicais, como a criação de novos mecanismos de representação política e maior liberdade para a expressão.

Os jovens ainda enfrentam barreiras significativas para participar plenamente no processo político. Em muitos casos, os jovens que se envolveram nas manifestações têm dificuldade em acessar informações sobre os candidatos e os programas eleitorais. Além disso, muitos não têm conhecimento suficiente sobre a política, o que os torna menos engajados na escolha de representantes que podem efetivamente resolver seus problemas.

Uma análise do Instituto de Estudos Políticos de Bangladesh sugere que, mesmo com uma alta taxa de participação, a qualidade do processo eleitoral está em risco. Os jovens, que antes eram vistos como uma força inovadora, agora estão mais focados em seus próprios desafios pessoais, como empregos e educação, do que em questões políticas mais amprias.

Para os jovens, a eleição de 12 de fevereiro de 2026 representa uma oportunidade para influenciar a direção do país, mas a perda de protagonismo indica que mais ações são necessárias para garantir que eles sejam ouvidos e representados nas decisões polít

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