Uma instrutora da Universidade de Oklahoma foi afastada após uma reclamação de uma aluna que recebeu uma nota baixa em um trabalho que citava a Bíblia para afirmar que a “crença em múltiplos gêneros” era “demoníaca”.
Samantha Fulnecky, de 20 anos, apresentou uma queixa à administração, o mais recente ponto de inflamação no debate contínuo sobre a liberdade acadêmica nos campi universitários em meio ao esforço do ex-presidente Donald Trump para acabar com as iniciativas de diversidade, equidade e inclusão, e restringir como os campi discutem questões de raça, gênero e sexualidade.
“A OU permanece firmemente comprometida com a justiça, o respeito e a proteção do direito de cada aluno de expressar crenças religiosas sinceras”, escreveu a universidade em um e-mail na quarta-feira.
A escola acrescentou que a nota baixa – que deveria corresponder a 3% da nota final de Fulnecky – não afetaria o desempenho acadêmico da aluna. Uma investigação sobre a reclamação de discriminação de Fulnecky ainda está em andamento.
A tarefa era para uma aula de psicologia sobre desenvolvimento ao longo da vida. Os alunos foram solicitados a escrever uma resposta de 650 palavras a um estudo acadêmico que examinou se a conformidade com as normas de gênero estava associada à popularidade ou ao bullying entre alunos do ensino fundamental.
Fulnecky escreveu que estava frustrada com a premissa do artigo porque não acredita que existam mais de dois gêneros com base em sua compreensão da Bíblia, de acordo com uma cópia do trabalho.
Reações e Debate Sobre Liberdade Acadêmica
O caso reacendeu o debate sobre a liberdade acadêmica e a expressão religiosa nas universidades. Alguns defendem o direito da aluna de expressar suas crenças, enquanto outros questionam a validade de usar argumentos religiosos em trabalhos acadêmicos que deveriam se basear em evidências científicas.
O Futuro da Investigação
A investigação da universidade sobre a reclamação de Fulnecky continua em andamento. Os resultados da investigação podem ter implicações significativas para as políticas da universidade em relação à liberdade acadêmica e à expressão religiosa.